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Crianças Vivendo como Miniadultos

Qual é o limite dos tratamentos estéticos para o público infantil?

Meninas, fui entrevistada pelo Portal do UOL Disney Babble e contei para eles o que eu penso em relação a tratamentos estéticos para crianças e como eu lido com esse tema com minhas filhas. Enfim, a matéria ficou bem interessante e contou também com a participação de um pediatra e de uma dermatologista e o resultado vocês podem conferir aqui:

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O Brasil é recorde em tratamentos estéticos. Como consequência, mães que fazem muitas intervenções no corpo acabam passando essa necessidade da busca pelo belo também para suas filhas. 

O pediatra da Clínica Dr. Família, Cristiano Gomes, explica que, ao verem seus pais buscarem tantas formas para se tornarem cada vez mais bonitos, as crianças aprendem a fazer exigências nesse mesmo sentido.

Assim, ainda que sem a idade necessária, as pequenas acabam sendo incentivadas a usar maquiagem, sapatos de salto alto, roupas sensuais e, pior, a se comportar como adultas.

“Hoje em dia, é comum muitas meninas frequentarem salões de beleza, fazerem alisamento e também tingirem os cabelos”, pontua.

Para o pediatra, esses comportamentos indicam que as crianças estão amadurecendo rapidamente e sustentando uma visão de estética baseada na realidade dos adultos, agindo como pequenas réplicas deles.

“Claro que estimular a vaidade é bacana, mas tudo é uma questão de bom senso”, lembra. Pintar a unha para ir a uma festa infantil, tudo bem! Mas ter horário no salão semanalmente para fazer as unhas e escovar os cabelos já passa o limite do que é considerado habitual no cotidiano de uma criança.

No entanto, nem todos pensam assim. Leonara Manhães, advogada e mãe em tempo integral, não vê problema em deixar suas filhas se maquiarem e fazerem outros tratamentos estéticos.

“O fato de a criança ter uma personalidade mais voltada para o embelezamento de si mesma pela maquiagem, pelo pintar das unhas, pelo alisar ou enrolar dos cabelos, não significa que isso a deixe mais adulta. Isso é uma coisa natural e, portanto, não inibo essa vontade nas minhas três filhas”, argumenta.

Leonara destaca que respeita as personalidades das garotas e as incentiva. “Mesmo que sejam crianças, não deixam de ser mulheres, o que é algo natural. A minha filha mais velha, de 7 anos, gosta de pintar as unhas, enrolar os cabelos e ama se maquiar. Não posso achar que ela deixa de ser criança por isso”, pondera.

 

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Mas exageros acontecem e um exemplo é a cantora americana Eden Wood (fotos acima), que ficou conhecida nos Estados Unidos por aparecer em programas de televisão e em fotos quase como boneca humana.

O problema é que uma menina ainda na infância não possui estrutura psicológica para lidar com esse tipo de transformação. Até porque criança não deve deixar de priorizar o que é importante nesse período, como brincar, praticar esportes e estudar.

Seguir a mão inversa pode gerar distúrbios de ansiedade ou problemas comportamentais mais graves, como bulimia e anorexia.

Os pais devem ficar atentos para que a brincadeira de se maquiar ou pintar os cabelos não se torne rotina e comece a atrapalhar a vida da criança.

“Se ela deixa de brincar com amigos porque tem hora marcada no salão pode ser um bom sinal para que os pais fiquem alertas de que as coisas estão saindo do controle”, aconselha a psicoterapeuta de crianças e adolescentes Mônica Pessanha.

A mãe Lala Cerri é contra o excesso de intervenções estéticas. “Acho normal a vontade de imitar a mãe, mas desde que seja de uma forma casual, sem colocar em risco o desenvolvimento físico e psicológico da criança”, avalia.

Ela conta que sua filha mais velha, de 4 anos, às vezes fica curiosa e pede para passar o mesmo creme que a mãe.

“Mas explico que a pele dela é tão macia que nem precisa desse tipo de produto. O lado vaidoso, eu permito que ela curta de uma forma bem natural e de acordo com a idade dela, por exemplo escolhendo o penteado do cabelo que vai para a festinha. Também a deixo escolher acessórios, como pulseiras ou bolsinhas. O restante, como unhas pintadas e escova no cabelo, pretendo deixar para daqui alguns bons anos, para o bem dela”, diz Lala.

Além dos fatores psicológicos envolvidos, como o amadurecimento precoce, deve-se atentar para os riscos diante da aplicação de produtos não adequados para a faixa etária infantil.

A dermatologista Carolina Pontes recomenda que as crianças não façam tratamentos modificadores da estrutura capilar, como os usados nos alisamentos, permanentes e relaxamentos, pois eles podem causar intoxicação e processos alérgicos.

Da mesma forma, deve-se evitar a remoção da cutícula das unhas, pelo risco de infecção bacteriana e fúngica. Já alguns cosméticos contendo óleo na composição podem levar ao aparecimento precoce de acne.

Além disso, o uso de produtos cosméticos para adultos em peles infantis também não é recomendando, uma vez que são agressivos se comparados aos produtos cosméticos para crianças, aumentando o risco de alergias (desde as mais leves) até choques anafiláticos (alergia grave, com risco de morte).

Como a pele da criança é sensível e fina, as substâncias químicas presentes podem ser absorvidas com maior intensidade. Assim, o ideal é usar produtos com fórmulas infantis, que contêm pouco ou nenhum perfume e levam conservantes mais suaves em sua composição.

(Fotos: Getty Images e site oficial Eden Wood/ Divulgação)

 

E vocês, o que pensam sobre esse assunto? Concordam comigo?

Amor & Luz,

LALA 


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