Olimpíada: Se Arrependimento Matasse » We Love Cherry
26
ago
Olimpíada: Se Arrependimento Matasse

Rio 2016

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Quem me acompanha lá pelo Instagram (@blogwelovecherry) ou pelo SnapChat (welovecherry), viu que nos “45 minutos do 2º tempo” eu fui para a Rio 2016 na última sexta-feira.

Eu não tinha planejado nada, acreditei 100% no que vi pela imprensa durante todo o tempo que antecedeu os jogos. Achava que não ia dar tempo de terminar as obras, que ia ser a Olímpiada do Coco…

Foi só depois da abertura e dos “FaceTimes” com o meu pai, direto das arenas que caiu a minha ficha do quanto esses jogos estavam fantásticos e, com certeza, iriam entrar para a história!

A parte mais difícil foi decidir quem iria comigo e com o Caio e como iríamos. As passagens estavam custando mais de R$2 mil cada, um absurdo! Se fossemos levar as crianças teria que ser de carro, mais 6 horas de viagem com 2 crianças e 1 bebê não pareceu uma boa ideia. (A Nina mal consegue fazer uma viagem de 1 hora…)

E será que daria para levar a Bella e a Nina nos jogos? Seria um pesadelo de complicado? Elas iriam gostar? Uma amiga levou os dois filhos sozinho e disse que foi uma loucura. Perguntei para outra amiga que estava nos jogos e a resposta foi clara: é loucura trazer crianças aqui!

Faltavam 4 dias para terminar a olímpiada e eu não conseguia decidir.  Por achar que não haveria infra-estrutura para crianças, que seria complicado levá-las, que elas ficariam cansadas demais e não curtiriam, decidimos ir de carro na sexta à noite, apenas nós dois com o David e a babá. As meninas ficaram com a minha mãe e a Bibi na fazenda, programa que elas amam.

Tudo ótimo até chegarmos no Parque Olímpico. Estava tudo tão lindo e perfeito, tudo funcionando super bem e SIM, dava para ter levado as crianças para os jogos! Foi aí que eu fiquei mal.

Comecei a ver a criançada nos carrinhos com os pais e me senti a pior das mães. Pensei: como não me liguei que seria tão maravilhoso para as meninas?! O David, tudo bem, é bebê, mas a Bella e a Nina iriam poder contar depois que estiveram nos jogos no Rio!

O sentimento de culpa tomou conta

Eu estava a um passo de chorar e detonar a nossa viagem até que o Caio falou o óbvio: “- Lá, as crianças não vieram, ficar se culpando não vai adiantar nada e assim nós também não vamos aproveitar.”

Senti que nesse momento se eu não virasse a chave da “mãe culpada”, ia acabar estragando a viagem dele também, o que ia me fazer sentir ainda mais culpada. Então, por ele, fui me acalmando e me conformando.

Eu tinha duas escolhas: ficar triste e culpada ou curtir e aproveitar com o marido e ver o que eu podia aprender com essa situação para fazer diferente na próxima vez. Foi essa a minha escolha: ver a metade do copo cheia.

Como lição, ficou confiar mais em mim, lembrar quem eu sou e não deixar o pessimismo (nem a preguiça) tomar conta. Eu sempre sou super otimista e animada, AMO estar com a família toda junta, toda a filharada. Era óbvio que seria muito trabalhoso viajar com os 3 de carro (ter filho dá trabalho kkk), mas a família toda teria memórias incríveis de um momento tão único.

O Caio continua achando que seria uma loucura. Mas, umas loucurinhas assim acho que valem a pena fazer de vez em quando, não?!

Eu concordo que a melhor opção seria ter planejado tudo bem antes, daí sim, poderíamos ter comprado os ingressos para os esportes que queríamos ver e poderíamos ter ido com a tropa toda de avião sem desembolsar quase o valor de um carro. Sim, tudo teria sido maravilhoso. Mas, tudo fica tão simples e fácil olhando para trás, não?!

Obrigada, Rio 2016! Voltei para casa mais compreensiva comigo mesma. 

Tóquio que nos aguarde! 😉

LALÁ 


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