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dez
Por que eu tive 3 cesáreas – 1ª Parte

Antes de começar queria dizer que a ideia desse post não é polemizar, julgar, muito menos ser exemplo para ninguém. 

Pelo contrário, eu, como mãe e com um blog sobre maternidade achei que seria legal compartilhar minhas experiências, minhas dificuldades e tentar diminuir os rótulos e os julgamentos. Já li muitas críticas à cesárea, já li textos ridicularizando o parto normal e natural, mas acredito que existe um meio termo, eu acredito, porque eu vivi exatamente isso!

Depois de anos eu finalmente consegui terminar esse post, sem dúvida o que mais mexeu comigo. Eu abri o meu coração e aqui está o resultado, espero que gostem:

(O post ficou gigante, por isso dividi em 3 partes)

 

Mãe da Bella, da Nina e do David, mas pode me chamar de Lalá

Deixa eu me apresentar de novo, sou mãe de 3: Bella, Nina e David e vivi os momentos mais incríveis e também os mais assustadores da minha vida durante os meus 3 partos.

Cesárea nunca foi uma opção pra mim, mas mesmo assim tive que passar por 3 cesáreas, cada uma de um jeito e por um motivo.

 

A 1ª vez 

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Na 1ª gestação, eu não tinha a menor ideia o que seria parto humanizado e apenas sonhava com um parto normal. Lá no fundo eu sabia que isso era o melhor pra minha filha.

Nessa época, eu não sabia que faria toda a diferença me preparar durante a gestação para um parto normal, eu achava que bastava ter o desejo, expor isso para o médico e esperar a chegada do bebê. Mas não foi bem assim…

Bella ficou na minha barriga até a 42ª semana, apesar de todos me dizendo que eu estava pondo sua vida em risco, porque já estava além do prazo (o que no Brasil acham que são 38 semanas, mas no mundo todo são 40). Quando vieram as contrações, fomos correndo assustados para o hospital.

Chegando lá foi constatado que eu já estava com a bolsa rota e com mecônio e o médico fez um ultimato: teria que ser cesárea ou ele não se responsabilizaria saúde do bebê.

Foi um susto pra mim! Eu não estava preparada para uma cesárea. Chorei, questionei o médico, discuti com o marido, mas naquela situação, diante da possibilidade da minha bebê correr algum risco, aceitei a cesárea.

Eu com o nariz inchado de tanto chorar.

Eu com o nariz inchado de tanto chorar.

E em menos de 20 minutos minha 1ª filha nasceu super gordinha com 3,810kg.

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Assim que a Bella nasceu, me mostraram seu rostinho muito rapidamente e logo a tiraram para medí-la, pesá-la e fazer todos os procedimentos tidos como “padrões”. Esses foram os minutos mais longos da minha vida (e acredito que para qualquer mãe).

Eu não sabia quais eram esses procedimentos “padrões”, mas só sabia que minha filha deveria mamar o quanto antes no meu peito. Existe coisa melhor para o bebê ao nascer do que ficar em contato com a pele da mãe? Naquela época infelizmente eu não sabia dos meus direitos como mãe, nem que existiam procedimentos desnecessários. (Fica aqui a dica com um post completo sobre tais procedimentos.)

Infelizmente os médicos acharam estranho esse meu pedido, pois eu ainda estava tendo a minha barriga “costurada”. Mas, para mim isso era a coisa mais natural do mundo e eu continuei insistindo, tanto que me deixaram dar de mamar após os exames de rotina, ainda na 1ª hora (período importante para desenvolver o início da amamentação, porque o bebê ainda está desperto).

Eu digo “deixaram”, porque logo após uma cesárea é necessário ter alguma ajuda para posicionar o bebê no peito, em meio a tantos acessos no braço, a posição deitada, a tontura da anestesia… Sem falar que os medico precisam autorizar esse procedimento e adiar a ida do bebê ao berçário para ficar em observação.

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No momento em que a Bella começou a mamar no meu peito toda a minha tristeza em não ter parido sumiu na mesma hora. O que mais poderia importar nesse momento tão especial? Virei mãe já com uma grande lição: se não foi o parto que eu queria, foi o parto possível.

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Gratidão sempre.

Nos próximos dias vou postar a 2ª e a 3ª partes, com os relatos dos partos da Nina e do David.

Te espero!

Bjs,

LALÁ 

P.S.: Se você se identificou, deixe seu comentário. Será um prazer imenso saber um pouco mais de você, da sua história. Com certeza juntas podemos ajudar muito mais mães.

 


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Comentários

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Perla
5 de dezembro de 2016 às 15:37

1

Como vc Lalá, eu também queria parto normal, mas tive diabetes gestacional e teve que ser cesária. Tudo transcorreu bem, mas a recuperação do parto é bem incomoda. Mas o importante foi que a bebê nasceu ótima e é minha maior riqueza, por enquanto só tenho ela. Obrigada por dividir suas experiências. Beijo. Perla.

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Lala Cerri
5 de dezembro de 2016 às 18:06

2

Oi, Perla. Muito obrigada por compartilhar sua experiência. Imagino que não deve ter sido fácil enfrentar o que vc enfrentou…
Eu concordo com vc, com certeza o mais importante é a saúde do bebê e da mãe tb, claro.
Sou infinitamente grata pelos meus 3 filhos terem nascido saudáveis e tudo ter ficado bem!
Parabéns pela sua princesinha!
Amanhã vou postar a 2ª parte do post. Te espero!
Um beijo grande,
LALÁ

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cristiane
6 de dezembro de 2016 às 12:48

3

Ola Lala,

tambem tive tres cesarianas;

1ª 1991 Carlos Henrique com 4,101kg
2ª 1993 Joana Darc com 3,800kg
3ª 1999 Janaina com 4,800kg

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Lala Cerri
6 de dezembro de 2016 às 15:57

4

Oi, Cris, querida!
Parabéns!!! Três não é fácil, né?! 😄
E vc tem duas meninas e um menino como eu, só que na ordem inversa. E só bebê grandão! Obrigada por compartilhar um pouquinho da sua história aqui comigo.
Bjs,
LALÁ

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Veridiana
6 de dezembro de 2016 às 21:32

5

Lari, nao sabia que parto normal era tão importante para você. Te acho uma super mãe e tão bem resolvida com as questões de maternidade.
Parabéns pela coragem de expor e colocar este sentimento para fora.
A Bela mamar na primeira hora <3
Quero ler os outros relatos.

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Lala Cerri
7 de dezembro de 2016 às 09:00

6

Oi, Veri! Que bom te ver por aqui!
Obrigada pelo carinho!!
Na época, logo após o parto da Nina, eu fiquei bem mexida, porque tinha me preparado e desejado tanto o parto natural… Mas, foi passando e agora com esse post finalmente virei essa página.
Espero seu comentário no próximo post :)
Um beijo em vc e no Gael!
LALÁ