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9
dez
Festa dos Beanie Boos (Bella 6 & Nina 3)

Esse ano o tema escolhido para a festa da Bella de 6 anos e da Nina de 3 foi Beanie Boos, aqueles bichinhos “zoiudos” (como as meninas chamam).

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Confesso que foi um dos temas mais difíceis, porque não tinha quase nada de referência na internet. As meninas já tinham alguns bichinhos, mas compramos mais alguns para decorar a mesa. (Acho que exagerei um pouco, porque eu não sei o que fazer com tantos Beanie Boos pela casa)

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Decidimos fazer a festa aqui no salão do prédio mesmo por ser mais fácil para eu decorar (desço tudo pelo elevador). Teve uma festa que levei toda a decoração de carro para o buffet e quase enlouqueci de trabalho!

Foi uma delícia preparar toda a decoração, apesar da correria. Dessa vez eu bati o recorde e terminei de arrumar a mesa quando os fotógrafos já tinham chegado! Olha aí embaixo eu terminando de arrumar os últimos detalhes com a Bella (ela ama participar! Outro motivo pra gente fazer a festa em casa).

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Os convites, rótulos de garrafinhas e tags eu comprei pela Etsy.

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Os arranjos de flores foi a minha best friend Fabi que fez. Ficaram tão lindos! Eu aluguei mesa, banco, painel e algumas peças. Para recreação eu contratei 2 monitores e um ateliê de sucata super fofo. As crianças fizeram bonecas recicladas, personalizaram uma almofadinha em formato de iguana ou um unicórnio de pau super estiloso para levarem para casa como lembrancinha.

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Deu tudo  certo, exceto o buffet de comidas, que eu achei que deixou a desejar. Achei que demoravam para servir e serviam quantidades minúsculas. Sem contar no bolo que chegou bem diferente do que combinamos, mas conseguimos melhorá-lo com algumas frutas vermelhas em cima.

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A festa foi uma das mais cheias, todo mundo veio! Bella e Nina se divertiram muito, foi um dia muito especial.

 

FORNECEDORES

(Queria deixar claro que não é publipost)

Aluguel da Mesa do Bolo, Painel & Pratos: Pop Mobile

Arranjos de Flores: Fabiana Fialdini

Balões: Balão Cultura

Beanie Boos: Mercado Livre

Buffet, Bolo & Docinhos: não gostei e por isso acho melhor não indicar

Convites, Rótulos Garrafinhas de Água, Tags Docinhos: Etsy

Corações em MDF: Nomes e Letras em MDF

Corações com Patinha em MDF: Belalice Decora

Doces Decorados: Maria Iraildes

Foto & Vídeo: Catia Herrera & Marcelo Vita

Iniciais Iluminadas: Sweet n Sour

Mesinha Infantil Pallet: Projeto Pallet 

Monitores: Jungle Adventure (97118.0779)

Números em MDF: Brinca Poá, Arte, Pano e Sonhos

Patinhas de Açúcar nos Docinhos: Barra Doce

Recreação & Lembrancinhas: Sucatinha de Luxo

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Gostou? Deixe seu comentário. :)

Bjs,

LALÁ 


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7
dez
Por que eu tive 3 cesáreas – 2ª Parte

“Foi parto normal?”

Acho que ninguém tem ideia do quanto essa pergunta mexe comigo e respondê-la apenas com um “não, foi cesárea” é frustrante pra mim. Eu queria explicar o motivo, mas quase ninguém está a fim de ouvir 3 relatos de parto e toda a explicação do porquê eu não tive parto normal.

Então, depois de anos passando por isso eu tomei coragem e decidi por tudo pra fora (no melhor jeito que pude) e gritar para os 4 cantos por que eu tive 3 cesáreas.

Escrever esse post funcionou como uma terapia pra mim e se puder ajudar você também, nossa, será a glória! Saber que não estamos sozinhas faz toda a diferença!

Aqui está o resultado, espero que gostem:

O post ficou gigante, por isso dividi em 3 partes. Segue a 2ª parte, com o relato do parto da Nina, minha filha do meio. (Clique aqui para ler a 1ª parte)

 

Por um triz

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2ª gestação foi super saudável assim como a 1ª.  Mas, dessa vez foi tudo diferente.

Foi aí que conheci o parto humanizado e mergulhei a fundo nesse universo. Estava mais madura e realmente entendi o porquê desse parto ser tão especial e na minha opinião ser a melhor opção para a chegada do bebê. Queria que a chegada da Nina fosse a mais suave possível, sem intervenções desnecessárias, cheia de amor.

Fiz todos os cursos possíveis para me preparar para o parto natural humanizado. Assisti palestras semanais com relatos de mães (foi aí que percebi a importância de um relato, de saber que não estamos sozinhas). Escolhi uma equipe médica humanizada (obstetra, obstetriz e doula) que fosse respeitar o meu plano de parto. Fiz epi-no com uma fisioterapeuta, pilates, yoga para gestantes e hypnobirthing. Meu marido participou de toda a preparação, o que nos deixou ainda mais próximos, foi muito especial.

Nesse meio tempo quase fomos morar em Miami (fiz pré-natal por 3 meses por lá), mas mudei de ideia quando soube que a minha cesárea prévia seria um impedimento para um parto natural.

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Bom, de volta à São Paulo, entrei em trabalho de parto com 41 semanas e 3 dias.

No total foram 20 horas até chegar aos 8cm de dilatação, sem anestesia, sem intervenções, como havia planejado e desejado. Senti muita dor e no final estava bem cansada. Entrei na Partolândia (termo que aprendi nesses encontros de preparação para o parto natural), era como se estivesse em outro planeta, porque são tantos sentimentos intensos ao mesmo tempo: muita dor + ansiedade + medo + cansaço + vontade de desistir + vontade continuar + alegria + gratidão + força + desespero + o que você possa imaginar!

Até que em um exame de toque, já no hospital, o médico constatou um sangramento muito grande na placenta.

Acho que foi o maior susto da minha vida! Era caso de ameaça de rotura uterina e teríamos que fazer uma cesárea de emergência. Se existia algum risco nessa tentativa de parto normal após a cesárea, era esse, e aconteceu bem comigo!

Em menos de 10 minutos eu estava na sala de cirurgia, chorando e torcendo para a minha bebê nascer bem e dar tudo certo. Em meio às contrações de 1 em 1 minuto tomei anestesia.

Chorei muito, era um misto de sentimentos, medo, frustração, esperança… Nesse momento a única coisa que importava era a minha filha nascer bem.

Graças a D’us, Nina nasceu super saudável. Ela nasceu com 2,960kg, super cabeluda e pequeninha.

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Eu amo essa foto! Os olhos cheios de lágrimas do Caio e o nariz amassadinho da Nina simbolizam muito bem o que foi esse parto. Meu amor pelo meu marido multiplicou depois de tudo o que passamos juntos.

Nessa situação de emergência, é óbvio que as coisas não saíram como planejei no meu plano de parto, mas o que deu para fazer foi feito: a doula colocou as músicas que eu tinha escolhido (não sei como ela lembrou disso em meio a tanto desespero, mas sou grata, porque de fato me acalmou um pouco) e logo que a Nina saiu da minha barriga já foi colocada no meu peito para mamar, pele com pele.

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A primeira mamada da Nina direto da minha barriga.

A Nina estava tão assustada, chorou por mais de 20 minutos sem parar, mesmo no meu colo. O mais legal é que nenhuma intervenção desnecessária foi feita.

O meu sangramento foi um descolamento prévio de placenta, o que por si só já era indicação de cesárea. Mas, se isso não bastasse, Nina tinha mais de 1 metro de cordão umbilical, nó verdadeiro, mecônio, desaceleração dos batimentos cardíacos e estava com a cabeça defletida, o que fez com ela nascesse com o nariz bem amassado, porque ela tentava “descer”, mas não conseguia… Tadinha!

Corremos risco de vida de verdade, nós duas… Até hoje fico arrepiada só de pensar. Gratidão sempre!

Olha o relato da minha doula sobre o parto da Nina:

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Muito amor envolvido nessa foto! Estava tão feliz que todo o cansaço (olha as minhas olheiras!) sumiu em 1 segundo.

Muito amor envolvido nessa foto! Estava tão feliz que todo o cansaço (olha as minhas olheiras!) sumiu em 1 segundo.

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Nos próximos dias vou postar a 3ª Parte do post com o meu relato do parto do David. Te espero!

Se você se identificou, deixe seu comentário. Eu abri o meu coração e será um prazer imenso saber um pouco mais de você, da sua história. Juntas podemos ajudar muitas mães e futuras mamães.

Bjs,

LALÁ 


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2
dez
Por que eu tive 3 cesáreas – 1ª Parte

Antes de começar queria dizer que a ideia desse post não é polemizar, julgar, muito menos ser exemplo para ninguém. 

Pelo contrário, eu, como mãe e com um blog sobre maternidade achei que seria legal compartilhar minhas experiências, minhas dificuldades e tentar diminuir os rótulos e os julgamentos. Já li muitas críticas à cesárea, já li textos ridicularizando o parto normal e natural, mas acredito que existe um meio termo, eu acredito, porque eu vivi exatamente isso!

Depois de anos eu finalmente consegui terminar esse post, sem dúvida o que mais mexeu comigo. Eu abri o meu coração e aqui está o resultado, espero que gostem:

(O post ficou gigante, por isso dividi em 3 partes)

 

Mãe da Bella, da Nina e do David, mas pode me chamar de Lalá

Deixa eu me apresentar de novo, sou mãe de 3: Bella, Nina e David e vivi os momentos mais incríveis e também os mais assustadores da minha vida durante os meus 3 partos.

Cesárea nunca foi uma opção pra mim, mas mesmo assim tive que passar por 3 cesáreas, cada uma de um jeito e por um motivo.

 

A 1ª vez 

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Na 1ª gestação, eu não tinha a menor ideia o que seria parto humanizado e apenas sonhava com um parto normal. Lá no fundo eu sabia que isso era o melhor pra minha filha.

Nessa época, eu não sabia que faria toda a diferença me preparar durante a gestação para um parto normal, eu achava que bastava ter o desejo, expor isso para o médico e esperar a chegada do bebê. Mas não foi bem assim…

Bella ficou na minha barriga até a 42ª semana, apesar de todos me dizendo que eu estava pondo sua vida em risco, porque já estava além do prazo (o que no Brasil acham que são 38 semanas, mas no mundo todo são 40). Quando vieram as contrações, fomos correndo assustados para o hospital.

Chegando lá foi constatado que eu já estava com a bolsa rota e com mecônio e o médico fez um ultimato: teria que ser cesárea ou ele não se responsabilizaria saúde do bebê.

Foi um susto pra mim! Eu não estava preparada para uma cesárea. Chorei, questionei o médico, discuti com o marido, mas naquela situação, diante da possibilidade da minha bebê correr algum risco, aceitei a cesárea.

Eu com o nariz inchado de tanto chorar.

Eu com o nariz inchado de tanto chorar.

E em menos de 20 minutos minha 1ª filha nasceu super gordinha com 3,810kg.

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Assim que a Bella nasceu, me mostraram seu rostinho muito rapidamente e logo a tiraram para medí-la, pesá-la e fazer todos os procedimentos tidos como “padrões”. Esses foram os minutos mais longos da minha vida (e acredito que para qualquer mãe).

Eu não sabia quais eram esses procedimentos “padrões”, mas só sabia que minha filha deveria mamar o quanto antes no meu peito. Existe coisa melhor para o bebê ao nascer do que ficar em contato com a pele da mãe? Naquela época infelizmente eu não sabia dos meus direitos como mãe, nem que existiam procedimentos desnecessários. (Fica aqui a dica com um post completo sobre tais procedimentos.)

Infelizmente os médicos acharam estranho esse meu pedido, pois eu ainda estava tendo a minha barriga “costurada”. Mas, para mim isso era a coisa mais natural do mundo e eu continuei insistindo, tanto que me deixaram dar de mamar após os exames de rotina, ainda na 1ª hora (período importante para desenvolver o início da amamentação, porque o bebê ainda está desperto).

Eu digo “deixaram”, porque logo após uma cesárea é necessário ter alguma ajuda para posicionar o bebê no peito, em meio a tantos acessos no braço, a posição deitada, a tontura da anestesia… Sem falar que os medico precisam autorizar esse procedimento e adiar a ida do bebê ao berçário para ficar em observação.

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No momento em que a Bella começou a mamar no meu peito toda a minha tristeza em não ter parido sumiu na mesma hora. O que mais poderia importar nesse momento tão especial? Virei mãe já com uma grande lição: se não foi o parto que eu queria, foi o parto possível.

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Gratidão sempre.

Nos próximos dias vou postar a 2ª e a 3ª partes, com os relatos dos partos da Nina e do David.

Te espero!

Bjs,

LALÁ 

P.S.: Se você se identificou, deixe seu comentário. Será um prazer imenso saber um pouco mais de você, da sua história. Com certeza juntas podemos ajudar muito mais mães.

 


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