Arquivos Bebê » Página 5 de 22 » We Love Cherry
29
jul
Os 8 Procedimentos Desnecessários no Recém-Nascido

Banner Procedimentos Desnecessários Recém Nascido 5

Foto: David por Olivian Moioli


São tantas coisas passando pela nossa cabeça antes do bebê nascer! Tenho certeza que esse post vai ajudar a focar numa questão muito importante e que poucas mães sabem.

Na hora do nascimento do bebê, existem alguns procedimentos que causam sofrimento desnecessário ao recém-nascido e que podem ser dispensados. E não é só isso, quando realizados sem real necessidade podem causar uma série de problemas de saúde no bebê.

São procedimentos tidos como “padrão” e que na hora do parto nem percebemos e o parto segue o protocolo do hospital.

Essa rotina é encarada pela grande maioria das pessoas como algo “normal”. Muitas nem se dão conta do choque que é para um bebê que acaba de sair de dentro do útero ser separado da sua mãe e passar por milhões de procedimentos.

Apesar das evidências demonstrarem a “não-necessidade” dessas intervenções, a maioria dos pediatras seguem o protocolo ultrapassado dos hospitais, tratando todos de forma igual, independente de necessitarem ou não de cuidados. Isso sem falar na falta de atenção especial ao momento tão especial e delicado de transição do bebê do ambiente intra-uterino para o extra-uterino.

De acordo com a pediatra Sandra Regina de Souza, coordenadora da área de Saúde da Criança da Secretaria de Estado da Saúde, as evidências científicas mostram que a recepção de recém-nascidos saudáveis deve se restringir a secar o bebê, observar sua respiração e promover o contato com a mãe.
“Quanto menos colocar a mão no bebê, melhor. As evidências são antigas, mas as pessoas continuam fazendo o desnecessário”, afirma.

Como mãe de 3 filhos, que viveu as duas experiências (com as intervenções desnecessárias e sem as intervenções), aprendi que temos opções, não precisamos seguir o protocolo ultrapassado do hospital.

Eu pesquisei bastante, conversei com o meu obstetra e com o pediatra neonatologista e juntos, decidimos o que seria realmente indispensável para os meus bebês, para que a chegada deles ao mundo fosse a mais tranquila e acolhedora possível. Sempre deixando claro que o principal é a saúde, mas é possível que a chegada do bebê ao mundo possa ser bem menos traumática.

Enfim, é preciso se informar a respeito de tudo, buscando informações baseadas em evidências científicas, atualizadas para poder negociar com o pediatra ANTES DO PARTO.

Bom, aqui vão os procedimentos que podem ser dispensados no recém nascido:

 

8 PROCEDIMENTOS QUE PODEM SER DISPENSADOS NO RECÉM-NASCIDO

 

1) Corte imediato (ou precoce) do cordão umbilical

Uma das recomendações da Organização Mundial de Saúde é o corte tardio do cordão umbilical.

Isso, porque quando o bebê nasce o cordão umbilical ainda está ligado no bebê e ainda continua pulsando, enviando oxigênio, sangue e nutrientes. Dessa forma o bebê ainda recebe oxigênio do cordão umbilical e tem a chance de aprender a respirar sem um corte abrupto dessa fonte. O cordão pode pulsar por vários minutos e pára de pulsar naturalmente, passando de um cordão grosso e cheio de vida para fino e branco.

Screen Shot 2016-07-27 at 2.02.08 PM

Cordão umbilical ao longo de 15 minutos. Imagem: Parto pelo Mundo

O bebê ganha cerca de 100 ml a mais de sangue pelo cordão umbilical até o 3º minuto de vida, o que é um volume considerável para um recém-nascido. A grande importância do corte tardio do cordão umbilical é devido a esse aumento das reservas de ferro que previne a anemia no primeiro ano de vida.

 

2) Aspiração Gástrica

Não existe nenhuma justificativa para a realização da aspiração gástrica rotineira. Quando realizada de forma rotineira e sem necessidade a aspiração gástrica pode ser prejudicial para o recém-nascido. “A grande maioria dos bebês, mesmo os nascidos de cesárea, não precisam ser aspirados. A aspiração pode levar a diminuição de frequência cardíaca, espasmos de laringe, queda da pressão arterial e dificuldade de mamar nos bebês”, constata Guberman. A aspiração gástrica pode ser necessária para o recém-nascido em algumas situações. “Se o bebê nascer deprimido e com muito mecônio pode vir a ser necessário, ou até manter a sonda aberta  para saída dos  gases que serão usados via oral para reanimação”, explica o pediatra neonatologista Jorge Huberman.

 

3) Aspiração das Vias Aéreas

A grande maioria dos bebês nascem bem e não precisam ser aspirados. Eles são perfeitamente capazes de limpar suas próprias vias aéreas (tossindo e espirrando), principalmente os bebês que nascem por parto vaginal, pois ao passarem pelo canal de parto, os pulmões são massageados, provocando a expulsão natural dos líquidos. A aspiração, tanto a orotraqueal (pela boca) quanto a nasotraqueal (pelo nariz) causam muito desconforto para o bebê”, alerta Guberman. Os potenciais riscos da pratica incluem arritmias cardíacas, laringoespasmo (oclusão da glote devido a contraçäo dos músculos da laringe), e vasoespasmo da artéria pulmonar.

A aspiração das vias aéreas é orientada em algumas situações específicas: “Quando nascer deprimido e  houver  mecônio espesso associado e quando se suspeitar de atresia de coanas ou de má formação esofágica”, observa Huberman.

 

4) Credé – Aplicação do Colírio de Nitrato de Prata

Screen Shot 2016-07-29 at 10.40.18 AM

Imagem: Google

Alguns pediatras questionam a necessidade deste procedimento nos casos em que a mãe não seja portadora de doenças infecto-contagiosas, principalmente se o parto for cesárea. O colírio de Nitrato de Prata resulta em um alto índice de conjuntivite química e é ineficaz contra a Chlamydia (que em muitas regiões é a causa mais comum de oftamia neonatal atualmente). Sem falar que medicamentos tópicos aplicados aos olhos dos recém-nascidos podem reduzir a abertura ocular e inibir respostas visuais. Isso pode atrapalhar a interação visual entre a mãe e o bebê durante a primeira hora de vida.

Infelizmente, o Credé é recomendado (ainda) pelo Ministério da Saúde, e alguns estados têm legislação específica para o seu uso, mas ninguém pode ser obrigado a deixar seu RN ser submetido a esse procedimento ultrapassado. O que se pode fazer é solicitar ao obstetra que faça a cultura andovaginal para gonorréia durante o pré-natal. Com o resultado negativo em mãos, é possível argumentar com o pediatra durante a consulta pré-natal e exigir que seu bebê não receba o colírio. Se o uso for necessário, o colírio de nitrato de prata pode ser substituído pela eritromicina, que previne tanto a oftalmia gonocócica quanto a por clamídia, ou seja, é mais eficaz.  Além disso, mesmo que seja necessário o uso do colírio ele pode ser aplicado 1h após o nascimento do bebê. A primeira hora de vida do bebê não deve ser perturbada, mãe e bebê devem ser deixados em paz.

 

5) Vitamina K 

Na primeira semana, o organismo do recém-nascido não produz esta substância vitamínica necessária à coagulação do sangue. Assim, para prevenir hemorragias – nomeadamente relacionadas com o coto umbilical e o umbigo – é ministrada uma dose por injeção intramuscular. No entanto, existem países onde esta administração é feita de forma oral.

Devem receber a vitamina K intramuscular os recém-nascidos com maior risco para doença hemorrágica, a saber, prematuros com baixo peso ao nascimento, com complicações perinatais, filhos de mães que usaram anti-convulsionantes, anticoagulantes e tuberculostáticos na gestação. E lactentes de baixo risco (bebês a termo, saudáveis, sem nenhuma complicação) podem receber a vitamina K via oral. O uso dessa forma de profilaxia exige que os pais se responsabilizem pela conclusão do tratamento, administrando as outras doses via oral em casa, no tempo estabelecido.

Os meus primeiros dois filhos tomaram a injeção, mas felizmente o meu 3º tomou a vitamina K via oral. Eu tive que assinar um termo de responsabilidade e mandar manipular as 2 doses extras para dar em casa. Foi difícil achar um laboratório que manipulasse vitamina K, mas perguntamos para o hospital e ele indicou. De resto, foi super tranquilo.

 

6) Sondagem Anal

Não é preciso dizer o quanto esse procedimento é invasivo e doloroso. Através de uma sonda que é introduzida no ânus do bebê, verifica-se se a passagem está desobstruída. “Uma alternativa seria aguardar ao menos 24 horas para ver se o bebê faz cocô e só depois observar se é necessário fazer o procedimento”, diz Huberman.

7) Banho dado pela equipe de enfermagem

Screen Shot 2016-07-29 at 10.44.34 AM

Imagem: Google

Ao contrário do que muitos acreditam o primeiro banho do bebê não precisa ser realizado pela equipe de enfermagem. “O primeiro banho do bebê é dado normalmente por uma enfermeira, que, com mãos enluvadas esfrega bem o bebê para retirar toda ‘sujeira’ e entregá-lo ‘limpinho’ à família. O bebê costuma nascer com algum vérnix no corpo (substância oleosa esbranquiçada que reveste a pele do bebê quando ele está no útero), o qual é totalmente absorvido nas primeiras horas de vida do bebê. A família pode escolher que o primeiro banho do bebê seja dado no momento que quiserem, por alguém da própria família, que tocará no bebê com mãos sem luvas e com carinho”, observa Huberman.

8) Separação Mãe/Bebê – Tempo de “observação” no berçário (incubadora)

Na maioria dos hospitais em nosso país, os bebês depois de passarem por todos os procedimentos de rotina já listados acima, são apresentados a mãe para um breve contato e já vão para o berçário, onde muitas vezes já dão até banho e depois ficam em “observação” (mesmo nascendo perfeitamente saudáveis) por várias horas estipuladas no protocolo de cada hospital. O bebê é deixado em berço aquecido ou incubadora, sozinho, em um “mundo estranho” apenas por rotina. “Esse procedimento não tem justificativa no caso de um bebê saudável e é prejudicial para o estabelecimento do vínculo bebê-mãe (família) e para o início da amamentação”, ressalta Huberman.

E o pior dessa separação, é que muitos hospitais introduzem as fórmulas enquanto os bebês estão no berçário, prejudicando o aleitamento materno e a saúde do bebê.

No nascimento dos meus 3 filhos eu “batalhei” muito para que eles ficassem direto comigo. Pedi MUITO para o meu obstetra que queria amamentar os meus filhos logo ao nascerem e no dia do nascimento, eu parecia uma louca de tanto que ficava falando isso. Eu pedi para a enfermeira, para o neonatologia, enfim, fiz papel de “chata”, mas não estava nem aí, só queria que o meu direito de mãe prevalecesse (sim, é nosso direito). Caso, você tenha uma equipe humanizada, não vai precisar fazer tudo isso (basta ter o Plano de Parto). Quando a minha 1ª filha nasceu e eu disse que queria amamentá-la ainda com a barriga sendo costurada no meio da cesárea, o médico deu uma risada e falou que isso era impossível, mas eu consegui! Foi emocionante e empoderado, depois de uma “cesárea não desejada” era tudo o que eu e meu bebê  mais precisávamos.

O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde enfatizam cada vez mais a importância do contato pele a pele assim que o bebê nasce, e a amamentação imediata, além do alojamento conjunto durante todo o tempo.

Leia, pergunte, pesquise e converse com o obstetra e o pediatra. Sim, você tem opção!

Decidam juntos quais são os procedimentos indispensáveis para a saúde do seu bebê. Essa conversa só vai trazer benefícios ao seu bebê e deixar você e sua equipe médica mais em sintonia.

Espero que esse post ajude de ♥.

Bom parto!

 

Amor & Luz,

LALA ♥

Fontes: Bebe Mamãe, Pais & Filhos, Parto Pelo Mundo

Newsletter

Acompanhe nas redes sociais!

Compartilhe


18
jul
Morte Súbita Infantil: as 11 Medidas para Evitá-la

Colagem Banner Morte Súbita Infantil

Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI): só de pensar já dá um aperto no coração!

Eu não sou médica, mas escrevo aqui como mãe de 3 filhos, como quem já perdeu muitas horas de sono preocupada, e confesso que ainda perco, com medo dessa síndrome.

 

O que é a Morte Súbita Infantil?

Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI) conhecida popularmente como Morte do Berço, é tida como a morte repentina de um bebê aparentemente saudável, sem causa aparente.

Desconhecida por muitos, a SMSI é principal causa de óbito entre bebês com menos de um ano. Sabe-se que a SMSI é mais comum entre dois a quatro meses de idade (raro após os seis meses de vida), ocorrendo com maior frequência em meninos.

Embora não exista explicação concreta para a SMSI, alguns estudiosos acreditam que ela tem relação com uma anomalia no tronco cerebral, responsável pelo controle da respiração. A Síndrome da Morte Súbita também pode decorrer de alterações na frequência cardíaca e na respiração enquanto a criança dorme, devido a problemas no sistema autonômico da criança. Distúrbios no coração também aparecem em algumas pesquisas.

É importante saber que é possível tomar precauções para evitá-la.

As 11 Medidas para Evitar a Morte Súbita:

1) Deixar o bebê dormir no mesmo quarto dos pais, mas não leva-lo para dormir na mesma cama;

Esse berço acoplado à cama dos pais (co-sleeper) é perfeito. É o que temos em casa.

Imagem: Chicco. Esse berço acoplado à cama dos pais (co-sleeper) é perfeito. É o que temos em casa.

2) Sempre colocar a criança para dormir com a barriga para cima ou de lado, nunca com a barriga para baixo;

Morte Súbita Posição Certa

Imagem: Google

3) Não utilizar cobertas, travesseiros ou colchões muito macios, que possam fazer com que o bebê afunde ou se sufoque;

Morte Súbita Sufocamento

Imagem: www.revelwallpaper.com

4) Evitar bichos de pelúcia no berço enquanto o bebê está dormindo;

5) Não agasalhar demais a criança; colocando-lhe toucas, por exemplo;

6) Evitar a variação na temperatura. A utilização de aquecedores no quarto do bebê é um fator que pode causar essa variação;

7) Não expor a criança à fumaça de cigarro;

8) Amamentar, se possível;

9) Oferecer chupeta ao bebê quando for dormir. Médicos acreditam que a chupeta pode permitir que haja maior abertura da entrada de ar ou previnir que o bebê caia num sono muito profundo. O bebê que acorda mais facilmente pode automaticamente sair de posição mais perigosa. Não force o bebê a usar chupeta;

10) Nunca dê mel a crianças menores de 1 ano – mel está associado ao botulismo infantil, o qual está associado à SMSI;

Imagem: Google

Imagem: Google

11) E a dica mais importante: verificar a respiração do bebê, principalmente durante seu sono.

Morte Súbita Sono Vigiado

Imagem: media.zenfs

 

Essa última dica acho que é a mais importante. Quantas milhões de vezes não passamos para dar uma fiscalizada no bebê para ver se está tudo bem. Acredito que toda mãe faz isso, mesmo sem saber sobre a SMSI, é natural, instintivo da gente observar o sono do bebê.

Infelizmente esse assunto tão importante ainda é pouco falado. As dicas são simples e podem salvar vidas. Então, se você conhece alguma gravidinha ou mãe de bebê, compartilhe o post com ela. 😉

Amor & Luz,

LALA 


Newsletter

Acompanhe nas redes sociais!

Compartilhe


14
jun
Ensaio de Sereia

Colagem Ensaio de Sereia

 

Você já ouviu falar no Sereismo? (Fiz um post aqui)

Como o nome bem mesmo diz, é se vestir, maquiar e pentear usando referências visuais das sereias, que são conhecidas há muito tempo pela sua beleza e encanto.

A paixão por sereias já é bem antiga, mas desde o verão ela voltou com tudo. Lá em casa, minhas filhas e eu somos apaixonadas por sereias.

Para atender à demanda desse mercado que surgiu com o Sereismo, surgiram empresas que produzem caudas, acessórios e profissionais que registraram essa “transformação” em verdadeiros ensaios de beleza em cenários paradisíacos.

Já pensou em fazer o ensaio de gravidez de sereia?

 

Colagem Ensaio Sereias

 

Também existe o ensaio de sereia para bebês recém-nascidos, no estilo newborn. O fotógrafo monta o cenário no estúdio e o bebê veste a mini fantasia de sereia de crochê.

 

Colagem Sereias 2
Imagens: Google

 

E aí, curtiu? Fiquei com vontade de fazer um ensaio com minhas filhas! :)

Amor & Luz,

LALA 


Newsletter

Acompanhe nas redes sociais!

Compartilhe