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7
dez
Por que eu tive 3 cesáreas – 2ª Parte

“Foi parto normal?”

Acho que ninguém tem ideia do quanto essa pergunta mexe comigo e respondê-la apenas com um “não, foi cesárea” é frustrante pra mim. Eu queria explicar o motivo, mas quase ninguém está a fim de ouvir 3 relatos de parto e toda a explicação do porquê eu não tive parto normal.

Então, depois de anos passando por isso eu tomei coragem e decidi por tudo pra fora (no melhor jeito que pude) e gritar para os 4 cantos por que eu tive 3 cesáreas.

Escrever esse post funcionou como uma terapia pra mim e se puder ajudar você também, nossa, será a glória! Saber que não estamos sozinhas faz toda a diferença!

Aqui está o resultado, espero que gostem:

O post ficou gigante, por isso dividi em 3 partes. Segue a 2ª parte, com o relato do parto da Nina, minha filha do meio. (Clique aqui para ler a 1ª parte)

 

Por um triz

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2ª gestação foi super saudável assim como a 1ª.  Mas, dessa vez foi tudo diferente.

Foi aí que conheci o parto humanizado e mergulhei a fundo nesse universo. Estava mais madura e realmente entendi o porquê desse parto ser tão especial e na minha opinião ser a melhor opção para a chegada do bebê. Queria que a chegada da Nina fosse a mais suave possível, sem intervenções desnecessárias, cheia de amor.

Fiz todos os cursos possíveis para me preparar para o parto natural humanizado. Assisti palestras semanais com relatos de mães (foi aí que percebi a importância de um relato, de saber que não estamos sozinhas). Escolhi uma equipe médica humanizada (obstetra, obstetriz e doula) que fosse respeitar o meu plano de parto. Fiz epi-no com uma fisioterapeuta, pilates, yoga para gestantes e hypnobirthing. Meu marido participou de toda a preparação, o que nos deixou ainda mais próximos, foi muito especial.

Nesse meio tempo quase fomos morar em Miami (fiz pré-natal por 3 meses por lá), mas mudei de ideia quando soube que a minha cesárea prévia seria um impedimento para um parto natural.

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Bom, de volta à São Paulo, entrei em trabalho de parto com 41 semanas e 3 dias.

No total foram 20 horas até chegar aos 8cm de dilatação, sem anestesia, sem intervenções, como havia planejado e desejado. Senti muita dor e no final estava bem cansada. Entrei na Partolândia (termo que aprendi nesses encontros de preparação para o parto natural), era como se estivesse em outro planeta, porque são tantos sentimentos intensos ao mesmo tempo: muita dor + ansiedade + medo + cansaço + vontade de desistir + vontade continuar + alegria + gratidão + força + desespero + o que você possa imaginar!

Até que em um exame de toque, já no hospital, o médico constatou um sangramento muito grande na placenta.

Acho que foi o maior susto da minha vida! Era caso de ameaça de rotura uterina e teríamos que fazer uma cesárea de emergência. Se existia algum risco nessa tentativa de parto normal após a cesárea, era esse, e aconteceu bem comigo!

Em menos de 10 minutos eu estava na sala de cirurgia, chorando e torcendo para a minha bebê nascer bem e dar tudo certo. Em meio às contrações de 1 em 1 minuto tomei anestesia.

Chorei muito, era um misto de sentimentos, medo, frustração, esperança… Nesse momento a única coisa que importava era a minha filha nascer bem.

Graças a D’us, Nina nasceu super saudável. Ela nasceu com 2,960kg, super cabeluda e pequeninha.

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Eu amo essa foto! Os olhos cheios de lágrimas do Caio e o nariz amassadinho da Nina simbolizam muito bem o que foi esse parto. Meu amor pelo meu marido multiplicou depois de tudo o que passamos juntos.

Nessa situação de emergência, é óbvio que as coisas não saíram como planejei no meu plano de parto, mas o que deu para fazer foi feito: a doula colocou as músicas que eu tinha escolhido (não sei como ela lembrou disso em meio a tanto desespero, mas sou grata, porque de fato me acalmou um pouco) e logo que a Nina saiu da minha barriga já foi colocada no meu peito para mamar, pele com pele.

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A primeira mamada da Nina direto da minha barriga.

A Nina estava tão assustada, chorou por mais de 20 minutos sem parar, mesmo no meu colo. O mais legal é que nenhuma intervenção desnecessária foi feita.

O meu sangramento foi um descolamento prévio de placenta, o que por si só já era indicação de cesárea. Mas, se isso não bastasse, Nina tinha mais de 1 metro de cordão umbilical, nó verdadeiro, mecônio, desaceleração dos batimentos cardíacos e estava com a cabeça defletida, o que fez com ela nascesse com o nariz bem amassado, porque ela tentava “descer”, mas não conseguia… Tadinha!

Corremos risco de vida de verdade, nós duas… Até hoje fico arrepiada só de pensar. Gratidão sempre!

Olha o relato da minha doula sobre o parto da Nina:

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Muito amor envolvido nessa foto! Estava tão feliz que todo o cansaço (olha as minhas olheiras!) sumiu em 1 segundo.

Muito amor envolvido nessa foto! Estava tão feliz que todo o cansaço (olha as minhas olheiras!) sumiu em 1 segundo.

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Nos próximos dias vou postar a 3ª Parte do post com o meu relato do parto do David. Te espero!

Se você se identificou, deixe seu comentário. Eu abri o meu coração e será um prazer imenso saber um pouco mais de você, da sua história. Juntas podemos ajudar muitas mães e futuras mamães.

Bjs,

LALÁ 


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23
nov
Até Quando é Necessário Esterilizar os Objetos do Bebê?

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Levanta a mão quem nunca ficou com preguiça de esterilizar aquele monte de mamadeiras, chupetas e mil utensílios do bebê.

Eu já tive preguiça, mas o medo dos terríveis germes sempre me fizeram esterilizar tudinho, mesmo cansada. Isso tudo mudou quando li um artigo muito interessante escrito por um pediatra e que fez todo sentido.

De acordo com o pediatra Ricardo Simões Morando, do Hospital São Luiz (SP), nos seis primeiros meses de vida da criança a esterilização deve ser feita sempre depois de cada utilização dos objetos. Após essa idade, a prática deve diminuir para apenas uma vez por dia. “A partir dos 7 meses, o bebê está mais resistente, quer começar a engatinhar, já tem um contato maior com o ambiente, por isso a esterilização não precisa ser tão frequente”, afirma. Ainda segundo Morando, é importante o contato da criança com as “sujeirinhas” para que seu sistema imunológico seja mais estimulado.

Nossa, que alívio! Saber que pelo menos já passamos dessa etapa aqui em casa.

Bjs,

LALÁ


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26
ago
Olimpíada: Se Arrependimento Matasse

Rio 2016

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Quem me acompanha lá pelo Instagram (@blogwelovecherry) ou pelo SnapChat (welovecherry), viu que nos “45 minutos do 2º tempo” eu fui para a Rio 2016 na última sexta-feira.

Eu não tinha planejado nada, acreditei 100% no que vi pela imprensa durante todo o tempo que antecedeu os jogos. Achava que não ia dar tempo de terminar as obras, que ia ser a Olímpiada do Coco…

Foi só depois da abertura e dos “FaceTimes” com o meu pai, direto das arenas que caiu a minha ficha do quanto esses jogos estavam fantásticos e, com certeza, iriam entrar para a história!

A parte mais difícil foi decidir quem iria comigo e com o Caio e como iríamos. As passagens estavam custando mais de R$2 mil cada, um absurdo! Se fossemos levar as crianças teria que ser de carro, mais 6 horas de viagem com 2 crianças e 1 bebê não pareceu uma boa ideia. (A Nina mal consegue fazer uma viagem de 1 hora…)

E será que daria para levar a Bella e a Nina nos jogos? Seria um pesadelo de complicado? Elas iriam gostar? Uma amiga levou os dois filhos sozinho e disse que foi uma loucura. Perguntei para outra amiga que estava nos jogos e a resposta foi clara: é loucura trazer crianças aqui!

Faltavam 4 dias para terminar a olímpiada e eu não conseguia decidir.  Por achar que não haveria infra-estrutura para crianças, que seria complicado levá-las, que elas ficariam cansadas demais e não curtiriam, decidimos ir de carro na sexta à noite, apenas nós dois com o David e a babá. As meninas ficaram com a minha mãe e a Bibi na fazenda, programa que elas amam.

Tudo ótimo até chegarmos no Parque Olímpico. Estava tudo tão lindo e perfeito, tudo funcionando super bem e SIM, dava para ter levado as crianças para os jogos! Foi aí que eu fiquei mal.

(leia mais…)


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