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10
mar
Desfralde de Meninos: 11 Acessórios Divertidos & Úteis

Acho que uma das fases mais trabalhosas do bebê é o desfralde.

Eu já desfraldei minhas duas filhas e em breve vou desfraldar meu filho. Felizmente eu consegui desfradá-las em pouco tempo e confesso que usei todos os recursos que achei para facilitar esse momento. Olha só o que eu achei de interessante e super divertido para ajudar o desfralde dos meninos. Com certeza com vou usar essas dicas quando chegar a vez do David!

 

♥ Antes quero que saiba que não estou aqui para vender nenhum produto. Diferente de muitos blogs – que recebem por indicações – eu não estou comprometida com qualquer empresa. Meu objetivo aqui é te ajudar.

Colagem Desfralde Menino 2

  1. Pinico Bombeiro
  2. Mini Pinico Portátil
  3. Alvos Divertidos em Papel 
  4. Adesivo Alvo 
  5. Mini Mictório Sapo
  6. Cuecas Anti-Vazamento
  7. Mini Mictório Pinguim
  8. Tampa Protetora
  9. Alvos que Inflam 
  10. Tabela de Pontos de Treinamento
  11. Mini Pinico Portátil de Elefantinho

 

Mães de meninos, o que acharam? O que vocês já fizeram no desfralde que ajudou muito?

Tem alguns itens que podem ser usados para meninas também, como: o mini pinico portátil (2), os alvos que inflam (9) e a tabela de pontos de treinamento (10). o mini pinico portátil de elefantinho (11) tem uma versão para meninas.

Vou fazer um post com dicas especiais para o desfralde de meninas. Inscreva-se no blog e receba por email.

Bjs,

LALÁ 

Imagens: Google

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6
jan
Por que eu tive 3 cesáreas – 3ª Parte

Acho que não tinha post melhor para começar o ano do que esse. :) Aqui fecho um capítulo importante da minha vida. Sofri, refleti e amadureci muito durante todo o processo.

Esse era para ser o ultimo post de uma série de 3 que contei como foram os meus 3 partos e o porquê, mesmo sem desejar, eu tive 3 cesáreas. Mas, a verdade e que ficou tão grande que achei melhor dividir. Abaixo está o relato do parto do David e daqui alguns dias vou postar a minha conclusão depois de 3 cesáreas.

 

Dá para ter parto natural depois de duas cesáreas?

Sempre quis ter 3 filhos. Bella já estava com 5 anos e Nina com 3, Caio também queria mais um, então decidimos “parar de evitar” em janeiro de 2015.

Nesse mesma época viajamos para a Índia e já voltei grávida de lá. Foi tão rápido que nem deu tempo de “tentar um menino” fazendo aqueles truques.

Com 8 semanas fiz o exame de sangue para descobrir o sexo e não é que era um menino?! Nossa, que frio na barriga! Me senti mãe pela 1ª vez de novo. As crianças amaram a novidade!

A gestação foi saudável até a 13ª semana, quando tive um grande sangramento.

Eu estava deitada e quando levantei vi uma enorme poça de sangue na cama. Eu não sabia o que fazer, fiquei desesperada.

Liguei para o meu marido e também para os dois obstetras que conhecia (o que fez o parto da Bella e o que fez o parto da Nina) e para aumentar o meu desespero, cada um falou pra fazer uma coisa: ir para o hospital e ficar deitada.

Liguei para o meu padrasto que é médico urologista e ele disse que era melhor ficar em casa, porque se entrasse num hospital e seguisse todo o protocolo, com exame de toque e etc, eu provavelmente perderia o bebê.

Dentro do meu coração eu sentia que precisava ficar deitada, mas eu também precisava saber o que estava acontecendo. Segui a minha intuição e fui deitada no banco de trás do carro, com meu marido dirigindo até o laboratório que fica há uns 5 minutos de casa e fiz um ultrassom de emergência.

Ouvir os batimentos do bebê foi uma das sensações mais felizes que senti. Parecia a emoção do bebê nascendo… Ele estava bem, mas eu tinha um enorme descolamento de âmnio e corria o risco de perder o bebê. Foi um soco no estômago saber disso.

Conversei com os obstetras (ainda não havia decidido qual faria meu parto) e a divergência de protocolos continuou: um me disse para seguir em repouso e o outro, o do parto humanizado, disse para seguir minha vida normal, sem nenhum repouso, afinal, como mesmo ele disse: se fosse para o feto vingar, ele resistiria ao descolamento sem repouso mesmo.

Eu não quis correr nenhum risco desnecessário e optei por fazer o repouso.

Paralelo ao meu descolamento, recebi a pior notícia da vida. Meu marido foi fazer um exame de rotina e descobriu que estava doente e tinha que fazer uma cirurgia de emergência.

Era o momento mais delicado da vida do meu marido e eu não pude estar ao seu lado no hospital por conta do repouso. Nossa, como foi difícil! Graças a D’us tudo correu bem.

Fiquei de repouso até 30 semanas de gravidez. Fiz o repouso que deu com 2 filhas pequenas (que querem colo especialmente porque você está grávida), meu marido doente e uma funcionária que ameaçava ir embora toda semana. Contei muito com a ajuda da minha família nesse momento.

Apesar de todas as dificuldades, eu não me sentia só, era eu e meu bebê, juntos!

Cada dia que passava e o Caio melhorava e o bebê crescia bem era uma vitória. Dia de ultrassom era um dia tenso até sair o resultado.

Li tudo que pude a respeito do VBACs 2 (parto vaginal após 2 cesáreas). Consultei mais de 6 médicos e 5 deles disseram que parto natural seria muito arriscado para o bebê e para mim, afinal eu já tinha duas cicatrizes de cesáreas prévias e tinha um descolamento de âmnio.

O único que dizia ser viável tentar um parto normal, era o obstetra humanizado que havia feito o parto da minha 2ª filha. E mesmo assim, ele disse que eu correria um risco, afinal não havia nada 100% seguro.

Eu queria MUITO conseguir parir meu bebê, era meu sonho conseguir com que ele chegasse ao mundo da maneira mais natural. Mas, em primeiro lugar sem dúvida vinha a saúde dele e a minha, especialmente depois de todas as dificuldades dessa gestação.

Eu não queria passar pelo susto que passei no 2º parto. Só eu sei o que senti quando o parto natural virou uma cesárea de emergência, com risco para o bebê e para mim.

Mas eu teria que fazer uma escolha, o parto natural e a cesárea seguem caminhos muitos diferentes. Se fosse tentar parto natural, teria que optar pela equipe humanizada, doula, iniciar os exercícios com EPI-NO, meditações, hipnobirthing. Como foi difícil tomar essa decisão.

Lembro de quando tive um clique e tomei a decisão. Foi numa consulta com o obstetra humanizado, quando eu estava perguntando para ele sobre os riscos de uma VBAC2, especialmente após a minha 2ª cesárea que foi de emergência (havia sido feita por ele) e o quanto eu não queria passar por aquele risco novamente e ele me disse que o parto da Nina tinha sido absolutamente normal, sem nenhuma complicação.

Oi?!! Eu vivi aquele desespero, por que negar isso? Como assim? Foi aí que percebi o quanto aquele médico era radical, para não dizer outra coisa… Ficou tudo muito claro, desde o início eu não concordei com o protocolo dele e optei pelo repouso. E tudo estava indo muito bem.

Foi aí que pensei: Larissa, você é uma mulher madura, infelizmente não vai dar para ter o parto dos seus sonhos, mas o que importa não é como o bebê vai chegar e sim se ele vai chegar com saúde. Você já tem 2 filhas, você é responsável por 3 vidas, não dá para correr um risco desnecessário.

Assim, aos 8 meses de gestação eu decidi seguir com uma equipe que indicava a cesárea como forma mais segura.

O meu combinado com o obstetra foi: vamos esperar o bebê dar o sinal que a hora dele nascer chegou, quero entrar em trabalho de parto, não vamos agendar nada. Segui meu coração, era o mínimo que eu poderia fazer pelo meu bebê.

Comecei a sentir as dores das contrações um dia antes do David nascer (a tal da fase latente). Fiquei com contrações não ritmadas por mais de 24 horas, até que começaram a ritmar e quando já estavam bem fortes, de 5 em 5 minutos meu marido me levou para o hospital. (Hoje escrevendo isso me pergunto, será que não me arrisquei esperando tanto? Mas, na hora lembro de estar tão tranquila, tinha uma sensação muito forte que dizia estar fazendo a coisa certa. E eu estava em contato com o obstetra todo o tempo.)

Chegando no hospital, um minuto antes de entrar na sala para cesárea, eu pedi para ver qual era a minha dilatação: apenas 1 dedo de dilatação… E lá fui eu para mais uma cesárea.

Colagem Por que Eu Tive 3 Cesáreas - Parte 3a

Naquele momento passou um filminho de todas as 3 vezes que eu tentei parir e acabei com um corte na barriga. Foi um choro tão triste, me senti tão sozinha.

Chorei por tudo que passei, pelo medo de perder o David, de perder o Caio.

Mas, passou logo, passou assim que ouvi o chorinho do David. E como um sonho estávamos nós 3 juntos, todos cheios de saúde.

colagem-parto-david-2

E se não deu para ser um parto natural, foi uma cesárea humanizada, sem intervenções desnecessárias no bebê. Dessa vez eu sabia dos meus direitos e o que eu queria para o meu filho, então fiz valer meu plano de parto. Eu pude ficar com o David o tempo todo e amamentá-lo logo após seu nascimento. O David nasceu saudável, com 3.500kg e com muita fome.

colagem-david-recem-nascido-maternidade

Imagens: Olivian Moioli

 

O parto do David foi tão especial que no centro cirúrgico estavam nada menos que: meu marido (claro), meu irmão caçula que está fazendo medicina e meu padrasto que é médico. Eu com certeza estava muito bem acompanhada!

Espero de coração que eu possa ter ajudado de alguma forma, assim como tantos relatos de mães me ajudaram durante todo o meu processo, desde a primeira gravidez até hoje.

Um super beijo e um chegada abençoada para o seu bebê! E se você já teve filho, se identificou com as minhas histórias? Deixa um comentário pra gente! 😉

Bjs,

LALÁ


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7
dez
Por que eu tive 3 cesáreas – 2ª Parte

“Foi parto normal?”

Acho que ninguém tem ideia do quanto essa pergunta mexe comigo e respondê-la apenas com um “não, foi cesárea” é frustrante pra mim. Eu queria explicar o motivo, mas quase ninguém está a fim de ouvir 3 relatos de parto e toda a explicação do porquê eu não tive parto normal.

Então, depois de anos passando por isso eu tomei coragem e decidi por tudo pra fora (no melhor jeito que pude) e gritar para os 4 cantos por que eu tive 3 cesáreas.

Escrever esse post funcionou como uma terapia pra mim e se puder ajudar você também, nossa, será a glória! Saber que não estamos sozinhas faz toda a diferença!

Aqui está o resultado, espero que gostem:

O post ficou gigante, por isso dividi em 3 partes. Segue a 2ª parte, com o relato do parto da Nina, minha filha do meio. (Clique aqui para ler a 1ª parte)

 

Por um triz

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2ª gestação foi super saudável assim como a 1ª.  Mas, dessa vez foi tudo diferente.

Foi aí que conheci o parto humanizado e mergulhei a fundo nesse universo. Estava mais madura e realmente entendi o porquê desse parto ser tão especial e na minha opinião ser a melhor opção para a chegada do bebê. Queria que a chegada da Nina fosse a mais suave possível, sem intervenções desnecessárias, cheia de amor.

Fiz todos os cursos possíveis para me preparar para o parto natural humanizado. Assisti palestras semanais com relatos de mães (foi aí que percebi a importância de um relato, de saber que não estamos sozinhas). Escolhi uma equipe médica humanizada (obstetra, obstetriz e doula) que fosse respeitar o meu plano de parto. Fiz epi-no com uma fisioterapeuta, pilates, yoga para gestantes e hypnobirthing. Meu marido participou de toda a preparação, o que nos deixou ainda mais próximos, foi muito especial.

Nesse meio tempo quase fomos morar em Miami (fiz pré-natal por 3 meses por lá), mas mudei de ideia quando soube que a minha cesárea prévia seria um impedimento para um parto natural.

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Bom, de volta à São Paulo, entrei em trabalho de parto com 41 semanas e 3 dias.

No total foram 20 horas até chegar aos 8cm de dilatação, sem anestesia, sem intervenções, como havia planejado e desejado. Senti muita dor e no final estava bem cansada. Entrei na Partolândia (termo que aprendi nesses encontros de preparação para o parto natural), era como se estivesse em outro planeta, porque são tantos sentimentos intensos ao mesmo tempo: muita dor + ansiedade + medo + cansaço + vontade de desistir + vontade continuar + alegria + gratidão + força + desespero + o que você possa imaginar!

Até que em um exame de toque, já no hospital, o médico constatou um sangramento muito grande na placenta.

Acho que foi o maior susto da minha vida! Era caso de ameaça de rotura uterina e teríamos que fazer uma cesárea de emergência. Se existia algum risco nessa tentativa de parto normal após a cesárea, era esse, e aconteceu bem comigo!

Em menos de 10 minutos eu estava na sala de cirurgia, chorando e torcendo para a minha bebê nascer bem e dar tudo certo. Em meio às contrações de 1 em 1 minuto tomei anestesia.

Chorei muito, era um misto de sentimentos, medo, frustração, esperança… Nesse momento a única coisa que importava era a minha filha nascer bem.

Graças a D’us, Nina nasceu super saudável. Ela nasceu com 2,960kg, super cabeluda e pequeninha.

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Eu amo essa foto! Os olhos cheios de lágrimas do Caio e o nariz amassadinho da Nina simbolizam muito bem o que foi esse parto. Meu amor pelo meu marido multiplicou depois de tudo o que passamos juntos.

Nessa situação de emergência, é óbvio que as coisas não saíram como planejei no meu plano de parto, mas o que deu para fazer foi feito: a doula colocou as músicas que eu tinha escolhido (não sei como ela lembrou disso em meio a tanto desespero, mas sou grata, porque de fato me acalmou um pouco) e logo que a Nina saiu da minha barriga já foi colocada no meu peito para mamar, pele com pele.

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A primeira mamada da Nina direto da minha barriga.

A Nina estava tão assustada, chorou por mais de 20 minutos sem parar, mesmo no meu colo. O mais legal é que nenhuma intervenção desnecessária foi feita.

O meu sangramento foi um descolamento prévio de placenta, o que por si só já era indicação de cesárea. Mas, se isso não bastasse, Nina tinha mais de 1 metro de cordão umbilical, nó verdadeiro, mecônio, desaceleração dos batimentos cardíacos e estava com a cabeça defletida, o que fez com ela nascesse com o nariz bem amassado, porque ela tentava “descer”, mas não conseguia… Tadinha!

Corremos risco de vida de verdade, nós duas… Até hoje fico arrepiada só de pensar. Gratidão sempre!

Olha o relato da minha doula sobre o parto da Nina:

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Muito amor envolvido nessa foto! Estava tão feliz que todo o cansaço (olha as minhas olheiras!) sumiu em 1 segundo.

Muito amor envolvido nessa foto! Estava tão feliz que todo o cansaço (olha as minhas olheiras!) sumiu em 1 segundo.

screen-shot-2016-12-07-at-09-42-59

 

Nos próximos dias vou postar a 3ª Parte do post com o meu relato do parto do David. Te espero!

Se você se identificou, deixe seu comentário. Eu abri o meu coração e será um prazer imenso saber um pouco mais de você, da sua história. Juntas podemos ajudar muitas mães e futuras mamães.

Bjs,

LALÁ 


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